quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sem a VARIG, Brasil perde para empresas estrangeiras!

          Todos nós, lamentados quase todos os dias a falta da VARIG, acordar toda manhã e saber que meu pai não usa mais o uniforme com o logo da VEM (Varig Engenharia e Manutenção) trás lágrimas aos meus olhos.Mas não fomos apenas nós que sofremos com esta grande perda, com tudo, o nosso país perdeu a mãe da aviação brasileira e uma companhia aérea com rotas para todo o exterior.Ainda me lembro de ter lido em algum de meus livros sobre a rota da VARIG para NYC (New York), a rota era São Paulo-Rio de Janeiro-Belém-Ciudad Trujillo-Nova York, e foi iniciada com os novos Constellations em 1955.A Pan Amercian fazia uma rota muito parecida, e a VARIG roubava vários passageiros da grande PanAm. Imaginem só que a nossa companhia aérea de bandeira, vencia a grande Pan Amercian Airways dos poderosos americanos.Pois a VARIG lutava e vencia da PanAm, e tenho um orgulho danado de citar este fato.
          Infelizmente as coisas mudaram, e por uma grande, quase incontável, infelicidade não temos mais a VARIG nos céus brasileiros, e estamos rendidos as barrinhas de cereal e aos cardápios com preços exorbitantes oferecidos pelas companhias aéreas atuais.Mas não perdemos apenas em qualidade, na época da VARIG, o nome do nosso país estava no mundo inteiro, pois a VARIG brigava com companhias como Air France e Amercian Airlines e vencia em muitas rotas.Mas agora, já foi constatado por pesquisa, que 66% dos voos internacionais saindo do nosso país são dominados por companhias aéreas estrangeiras, e as companhias Tam e Gol ficam com apenas 25 e 9 por cento dos voos.Fiquei surpreso ao ver a notícia e constatei mais uma vez a irreparável perda que o fim da VARIG foi para este país.Vamos acompanhar a notícia na íntegra:

Origem: Revista Época

"Esse mercado já foi dominado por empresas nacionais que mantinham rotas para todos os lugares do globo. Mas desde que empresas como a Varig deixaram de operar e as companhias aéreas internacionais multiplicaram-se no Brasil, os embarques de passageiros para fora do país passaram a ser dominados massivamente por empresas estrangeiras. No total, elas são responsáveis por 66% dos vôos que saem de aeroportos nacionais para o exterior. As líderes, contudo, são as brasileiras TAM e Gol, responsáveis por 25% e 9% das viagens para fora, respectivamente. A maior aérea internacional por aqui é a portuguesa Tap, com 8%. A American Airlines tem 7% e a Air France, 4%. O restante é dividido entre outras empresas companhias internacionais. O levantamento é da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa).

Igor Paulin"


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