quarta-feira, 30 de maio de 2012

Saudades da VARIG - Por Claudia Matarazzo!

          Todos nós sabemos que as empresas aéreas hoje em dia não chegam nem perto da VARIG, aqui no Brasil, nenhuma nunca será igual a Pioneira.Algumas ainda tentam agradar o passageiro, mas a grande maioria serve barrinhas de cereal e sanduíches a preços absurdos.Fico impressionado com a falta de qualidade destas companhias, o dinheiro acima de tudo?! Como pode isso?! Não posso me conformar! A VARIG era uma empresa que visava o dinheiro sim, afinal, vivemos em um mundo capitalista, mas o passageiro nunca foi deixado de lado na Pioneira! Um de seus slogans já dizia "VARIG - Acima de Tudo Você!".
          Nenhuma companhia jamais conseguirá se igualar a VARIG, pois nenhuma delas tem administração, qualidade e decência para tal.E quando isso fica claro, as pessoas, as vezes pessoas de influência, fazem questão de publicar em seus meios de comunicação sua indignação com o tratamento recebido a bordo de aeronaves.Como sempre, deixando claro suas "Saudades da VARIG".Foi o caso da Claudia Matarazzo  da Veja de São Paulo que publicou em seu blog no site da revista os acontecimentos de seu último voo.Vamos acompanhar na íntegra:

Origem: Site da Revista Veja SP 

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Saudades da Varig!
Postado em 29/05/2012 às 17:22 por Claudia Matarazzo

"Adianta rodar a baiana com o estômago roncando e nas alturas?" (Foto: Thinkstock)





Há quem diga que agora as viagens de avião estão muito mais democráticas. No preço talvez. Em compensação no serviço e tratamento …cruzes! Nunca fomos tão maltratados. Os cães que ficam na barriga do avião certamente viajam melhor.

Exceção feita à irretocável Avianca e TAM que ainda serve um lanchinho razoável em seus voos, as demais companhias (inclusive as que se dizem inteligentes, inovadoras e modernas) nos remetem a um tempo em que se viajava de terceira classe em navios como o Titanic.

Dia desses, ao afivelar o cinto para um voo que duraria cinco horas (o Brasil é grande, certo?) deparei-me com um cardápio de lanches do que seria servido, desde que nos dispuséssemos a pagar.

Contrariada e morta de fome, percebi que nenhum dos lanches ali fotografados sairia por menos de R$ 25. Como estava com minha filha, resignei-me a pagar R$ 50 para comer algo que, na melhor das hipóteses me daria uma sede danada.

Esperei pacientemente o carrinho de lanches chegar à minha fileira que era a décima. O processo levou nada menos que 40 minutos! Imaginei a situação dos pobres passageiros da fileira 28, que seriam atendidos já quase no final da viagem.

Animada com a minha boa sorte por estar mais perto, quando a comissária se aproximou pedi uma sopa, o prato mais apetitoso entre os sanduíches, batatinhas e barrinhas oferecidos.

— Lamento senhora, a sopa acabou.

Como assim? Acabou na fileira dez? Irritadíssima, pedi a segunda opção: macarrãozinho instantâneo.

— Lamento senhora, essa opção não embarcou nesse voo.

Adianta rodar a baiana com o estômago roncando e nas alturas? Resignei-me a comer os infames sanduíches (R$ 25, valendo R$ 3).

Ao final do voo a indignação era geral, afinal, não fora a única a ficar na mão e me sentir enganada pela companhia. Nada tenho contra preços mais baixos desde que deixem claro qual será a minha parte na barganha.

Que neste caso, agora aprendi: será levar uma boa marmita de casa e matar de inveja  passageiros e tripulação destas companhias que nunca chegarão aos pés da saudosa Varig."


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