quarta-feira, 11 de abril de 2012

Fernando Pinto visita a Antiga VEM amanhã!

          Quem acompanha o Blog Rodrigo Varig desde o inicio já deve ter lido alguns de meus comentários sobre  o meu pai que trabalhou na VEM durante 10 anos, e mesmo depois de a empresa ter sido comprada pela TAP e se tornar TAP M.E. meu pai continuou sua rotina de serviços no hangar que um dia foi da VARIG aqui no Galeão, no Rio de Janeiro.Como também sabemos, Fernando Pinto já foi presidente da VARIG, ele foi inclusive o responsável pela troca de identidade visual da companhia em 1996 e pela entrada da Pioneira na Star Alliance, em minha opinião um homem capaz de ter salvo a VARIG em um momento em que essa hipótese ainda era válida.Então uma visita de um ex-presidente da VARIG, atual presidente da TAP, ao hangar que a VARIG construiu é uma notícia que não pode deixar de ser divulgada aqui no Blog Rodrigo Varig, vamos acompanhar a notícia na íntegra:


"11/04/2012 | 00:14 | Dinheiro Vivo

Fernando Pinto
Atual Presidente da TAP
Ex-Presidente da VARIG
          A empresa de engenharia e manutenção da TAP no Brasil está em contacto com o Governo brasileiro para assegurar os contratos de assistência ao esquadrão de 47 caças F5 da Força Aérea brasileira. As conversações, apurou o Dinheiro Vivo, estão a decorrer, embora não esteja ainda nada garantido. Para a empresa que a transportadora portuguesa comprou há cinco anos à Varig, na altura em processo de falência, isto seria duplamente importante.
Por um lado, seria mais um cliente de longo prazo, o que é fundamental para a viabilidade de um negócio que até agora nunca saiu do vermelho; por outro, numa altura em que o Governo se prepara para privatizar a TAP, assinar um contrato valioso favoreceria a inclusão desta unidade no pacote sem desvalorizar demasiado o preço final, apesar de nunca ter apresentado resultados positivos nos últimos cinco anos.
A alternativa seria a venda da empresa de engenharia e manutenção brasileira num acordo à parte e a outros compradores - o que o Governo português até já admitiu ser uma possibilidade. Esta hipótese sairia favorecida se a carteira de clientes fosse não apenas mais extensa, mas incluísse a Força Aérea brasileira, com a credibilidade técnica que isso implica para o fornecedor do serviço.
Fernando Pinto, presidente executivo da companhia aérea portuguesa, apresenta amanhã, no Rio de Janeiro, os resultados da empresa de manutenção no Brasil - ainda negativos, mas menos do que em 2010. Há dois anos, os prejuízos foram de 167 milhões de reais, 61 milhões de euros ao câmbio de hoje. Tudo somado, desde que a TAP comprou o negócio por 15 milhões de euros à Varig, os prejuízos acumulados já rondam os 145 milhões de euros, aos quais há ainda a somar uma dívida (antiga) da empresa ao Estado brasileiro superior a 290 milhões de euros. Esta dívida esteve a ser negociada com o Governo de Dilma Rousseff, tendo ficado definido um plano faseado de pagamento, mas não se conhecem os detalhes. O acordo deve permitir à empresa de engenharia e manutenção voltar a ser fornecedora do Estado brasileiro e a dar assistência aos caças da Força Aérea."

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